Comprar Energia no Mercado Livre de Energia

Comprar energia no mercado livre é o fator mais importante para maximizar a economia e gerenciar os riscos. Dependendo do momento da compra de energia, a melhor estratégia pode ser dentre as mais variadas. Comprar energia de forma eficiente é o caminho para extrair o máximo dos fornecedores de energia.

INTRODUÇÃO

Algo muito comum de se verificar no mercado livre de energia é a área responsável por compras, suprimentos ou procurement de uma empresa consumidora de energia passar a ser responsável por comprar energia elétrica quando esta empresa migra do mercado cativo para o mercado livre de energia.

PROCESSO DE COMPRA DE ENERGIA NO MERCADO CATIVO

Enquanto as empresas estão no mercado cativo de energia, as tarifas são reguladas e não existe risco relacionado a variação no consumo de energia da empresa.

Ou seja, quando um consumidor está no mercado cativo, os pontos de decisão e que podem ser gerenciados são basicamente: a tensão de conexão na rede, modalidade tarifária azul ou verde (quando existe a possibilidade de escolha) e a demanda contratada (no posto de ponta e fora ponta, quando for aplicável).

Como todas as tarifas do mercado cativo são pré-fixadas e todo o relacionamento entre distribuidora e consumidor é realizado de forma regulada pela ANEEL (Agência Nacional de Energia Elétrica), os conhecimentos necessários para uma gestão eficiente dos custos de energia elétrica não estão relacionados com a área de compras. O vídeo abaixo mostra como a ANEEL fiscaliza as distribuidoras de energia elétrica.

Em situações como esta, é muito comum que a área de manutenção, facility ou administrativo seja a área responsável pela gestão da energia elétrica. As decisões de tensão de conexão, enquadramento tarifário e demanda contratada são puramente técnicas.

PROCESSO DE COMPRA DE ENERGIA NO MERCADO LIVRE

Ao migrar para o mercado livre de energia, estes pontos de decisão continuam existindo, mas com relevância reduzida, já que o impacto financeiro será somente na parcela dos custos pagos para a distribuidora. Isto porque mesmo no mercado livre de energia, a distribuidora continua atuando para a entrega física da energia para o consumidor.

Por este motivo o consumidor continua remunerando a distribuidora pela prestação deste serviço, que não deixa de ser um monopólio natural, e consequentemente com direitos e deveres regulados pela ANEEL. Ou seja, mesmo no mercado cativo, continua sendo necessário realizar as análises de tensão de conexão, modalidade tarifária e enquadramento tarifário.

A maior diferença para o consumidor que migra para o mercado livre de energia é que ele passa a ser responsável por comprar energia, o que é o fator fundamental para o sucesso da empresa no mercado livre de energia.

De forma resumida, apesar das empresas poderem e deverem otimizar tais custos e despesas, os gastos relacionados a entrega física da energia a ser remunerado para a distribuidora, os encargos setoriais, a tributação, custos da CCEE (Câmara de Comercialização de Energia Elétrica) não podem ser totalmente gerenciados pelo consumidor.

O que pode ser de fato gerenciado pelo consumidor são as atividades relacionadas a comprar energia elétrica. Esta atividade que deve receber o maior atenção pelo consumidor no mercado livre de energia, pois é o que vai resultar em economias grandes, pequenas ou até prejuízos quando comparado com o mercado cativo.

A RELAÇÃO ENTRE A COMPRA DE ENERGIA E A GESTÃO DE RISCO

Além disso, toda a gestão de risco e proteção do consumidor contra variações muito grande de preço serão controladas no momento de comprar energia.

Ou seja, comprar energia passa a ser o instrumento de operacionalização da gestão de risco dos consumidores. Isto implica que os processos de comprar energia e gestão de risco não podem ser desenvolvidos de forma independente e precisa haver uma harmonização entre estas atividades.

Por estes motivos, o processo de comprar energia se torna a atividade principal e fundamental para o sucesso do consumidor no mercado livre de energia. Devida esta importância do processo de comprar energia, que a VALUATA possui a compra de energia em seu DNA.

DIFERENÇA ENTRE COMPRAR ENERGIA E CONTRATAR ENERGIA NO MERCADO LIVRE

Quando um consumidor está fazendo a compra de energia no mercado livre, como consequência deste processo, teremos em um primeiro momento a formalização de diversas propostas comerciais que serão recebidas dos fornecedores, na qual uma delas será aceita para aquela compra específica.

Em um segundo momento, será gerado um contrato de compra de energia com o fornecedor previamente selecionado. Ou seja, ao comprar energia, é gerado um contrato de compra e por este motivo, o termo contratação de energia é muito utilizado para designar que será realizada uma compra de energia.

No frigir dos ovos, comprar energia e contratar energia tratam-se da mesma atividade, somente com nomes diferentes.

A VALUATA é a primeira consultoria no Brasil focada em comprar energia, buscando maximizar o sucesso dos consumidores neste mercado. Este pioneirismo garante que a VALUATA esteja sempre na vanguarda do conhecimento em compra de energia para consumidores, em todos os submercados.

COMPRAR ENERGIA NO LONGO (E MÉDIO) PRAZO E NO CURTO PRAZO

Antes de mais nada, para uma comunicação mais eficiente no mercado livre de energia, é necessário definir o que é comprar energia no mercado de longo e médio prazo e no mercado de curto prazo.

O QUE SÃO AS CONTRATAÇÕES DE LONGO (E MÉDIO) PRAZO

As compras de longo e médio prazo são aquelas que ocorrem para períodos futuros do momento de negociação. Muitas vezes sequer existe a diferenciação entre mercado de longo prazo e médio prazo.

No entanto, como para períodos de até 12 meses no futuro pode-se ter uma identificação mais clara de tendência dos preços, podemos encarar este período de compra como sendo a compra de energia no médio prazo. Como a tendência do preço é mais perceptível neste horizonte, a dinâmica das atividades da contratação acaba tendo-se alterações se compararmos com as compras para período de fornecimento acima de 12 meses da data de compra da energia.

Desta forma, apesar de tanto as compras de longo prazo e médio prazo estarem relacionadas com períodos futuros de fornecimento, a tomada de decisão possui algumas diferenças.

O objetivo principal de comprar energia no longo e médio prazo são para proteger o consumidor de variações no preço futuro da energia, funcionando como contratos ‘a termo’.

O QUE SÃO AS CONTRATAÇÕES DE CURTO PRAZO

Já as compras de curto prazo são aquelas que são realizadas após o término de um mês calendário, momento no qual já se sabe a quantidade de energia que foi consumida, já é conhecido também a quantidade de energia que está contratada, e o mais importante, já é conhecido o valor do PLD para cada hora deste mês que passou.

Desta forma, comprar energia no curto prazo serve principalmente para fazer o ajuste fino entre energia consumida e previamente contratada (comprada). É importante não confundir as compras de energia no curto prazo com o chamado Mercado de Curto Prazo (MCP) que é apurado pela CCEE.

A DIFERENÇA ENTRE COMPRAR ENERGIA NO MERCADO DE CURTO PRAZO E A LIQUIDAÇÃO DA CCEE

O MCP realiza o balanço entre todos os contratos de energia do consumidor com o seu consumo de energia. Neste balanço será considerado todos os contratos, sejam eles oriundos de contratações no longo e médio prazo ou no curto prazo.

Desta forma, comprar energia no curto prazo servirá para evitar exposições no MCP que é apurado pela CCEE.

RESUMO DAS DIFERENÇAS ENTRE COMPRAR ENERGIA NO LONGO (E MÉDIO) PRAZO E NO CURTO PRAZO

Sabendo as diferenças entre estas modalidades de compra de energia, a tabela abaixo explora mais diferenças entre as modalidades de compra de energia discutidas.

COMPRAR ENERGIA

MECANISMO DE VENDA DE EXCEDENTES (MVE)

Existe um processo de aquisição de energia que os consumidores podem utilizar e que em diversos casos traz enormes economias para os consumidores que sabem como tratar esta forma de comprar energia.

Trata-se do Mecanismo de Venda de Excedentes (MVE), que são transações reguladas, operacionalizadas pela CCEE, onde as distribuidoras podem fazer a venda de energia remanescente nos seus portfólios de contratos para os participantes deste mecanismo.

O PROCESSO DE COMPRA DE ENERGIA

COMPRAR ENERGIA VERSUS OUTROS INSUMOS

Os processos de compra de energia são antes de qualquer coisa, um processo de compra e aquisição de qualquer outra insumo ou matéria-prima.

Desta forma, todo o conhecimento que a empresa consumidora tenha para fazer aquisição de outros materiais, podem ser aplicados para a compra de energia.

É comum que ao migrar para o mercado livre de energia a empresa delegue a atividade de compra de energia para a área de compras, suprimentos ou procurement.

INTEGRAÇÃO DA COMPRA DE ENERGIA COM PROCESSO PRODUTIVO

Diversas vezes a compra de energia elétrica é incluída no BOM (Bill of Material) dos produtos produzidos pela empresa. Além disso, a energia elétrica costuma a ser considerada também nos sistemas de MRP (Material Requirement Planning) e ERP (Enterprise Resource Planning).

Isto permite que as empresas tratem a energia através do mesmo processo de compras e procurement que tem desenvolvido internamente, e que já foi submetido a diversas melhorias contínuas.

COMO OPERACIONALIZAR A COMPRA DE ENERGIA

Para a operacionalizar a compra de energia no mercado livre, é muito comum o mercado considerar o processo de RFQ (Request for Quotation). Este é um processo em que o comprador tem claro o que precisa e o que está comprando, existe o comprometimento de se realizar a compra no final do processo e o julgamento da melhor proposta se baseia simplesmente no preço da mercadoria.

Nós da VALUATA entendemos que a classificação correta para esta atividade é a realização de um RFT (Request for Tender). No processo de RFT, existe a similaridade de que o comprador sabe exatamente o que precisa, existe o comprometimento de compra no final do processo, mas a avaliação não se resume somente no preço da mercadoria.

No caso do RFT, a decisão considera também outros fatores que não somente o preço, que no caso de compra e contratação de energia, podemos citar: limites de flexibilidade, limites de sazonalização, modulação do contrato, detalhes sobre eventual garantia financeira, avaliação de crédito, reajuste dos valores, sistema de gestão de energia e eficiência energética, entre outros detalhes.

Isto torna a avaliação entre os diferentes fornecedores muito mais complexa do que somente a comparação pura de preços.

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