A energia reativa é um conceito importante no campo da eletricidade e é fundamental para entender como a energia elétrica é utilizada e distribuída. A energia reativa é a parte da energia elétrica que não realiza trabalho útil, mas é necessária para manter o fluxo de corrente em equipamentos e sistemas elétricos. É uma forma de energia que oscila entre a fonte de alimentação e os dispositivos elétricos, mas não é convertida em trabalho mecânico, calor ou luz.

A energia reativa é medida em volt-ampères reativos (VAR). Ela surge devido à natureza indutiva ou capacitiva de alguns dispositivos elétricos, como motores, transformadores e condensadores. Esses dispositivos armazenam energia em campos magnéticos ou elétricos, respectivamente, e a liberam periodicamente na forma de energia reativa. Embora a energia reativa não seja diretamente utilizada para realizar trabalho, ela é essencial para manter o funcionamento adequado dos sistemas elétricos.

DEFINIÇÃO E CONCEITO

A energia reativa é uma forma de energia que ocorre em sistemas elétricos devido à presença de elementos indutivos e capacitivos. Quando a corrente elétrica flui por esses elementos, a energia reativa é armazenada temporariamente nos campos magnéticos e elétricos criados por eles. Essa energia é devolvida ao sistema de alimentação durante o ciclo de operação, mas não é convertida em trabalho útil.

Na prática, a energia reativa é uma combinação de energia reativa indutiva e energia reativa capacitiva. A energia reativa indutiva é gerada por dispositivos indutivos, como motores, transformadores e reatores. Esses dispositivos armazenam energia em campos magnéticos e a liberam durante a alternância do ciclo de corrente. Já a energia reativa capacitiva é produzida por dispositivos capacitivos, como condensadores e capacitores. Esses dispositivos armazenam energia no campo elétrico e a liberam durante o ciclo de tensão.

COMO FUNCIONA

A energia reativa funciona em conjunto com a energia ativa para permitir o funcionamento adequado dos sistemas elétricos. A energia ativa é a parte da energia elétrica que realiza trabalho útil, como acionar motores, gerar calor ou iluminar lâmpadas. No entanto, a energia ativa não pode ser transmitida e distribuída sem a presença da energia reativa, pois ela é necessária para estabilizar o fluxo de corrente e manter a tensão adequada nas linhas elétricas.

Quando a energia reativa é consumida por dispositivos elétricos indutivos ou capacitivos, ela cria um fluxo alternado de corrente que oscila entre a fonte de alimentação e os dispositivos. Essa oscilação de corrente causa uma queda de tensão nas linhas de transmissão, o que pode levar a problemas de qualidade de energia, como quedas de tensão e distorções harmônicas. Para evitar esses problemas, a energia reativa deve ser compensada e corrigida.

DIFERENÇA ENTRE ENERGIA REATIVA E ENERGIA ATIVA

A principal diferença entre energia reativa e energia ativa é a forma como cada uma é utilizada e convertida em trabalho útil. A energia ativa é a parte da energia elétrica que é convertida em trabalho mecânico, calor ou luz. É a energia que alimenta dispositivos elétricos como motores, aquecedores e lâmpadas, e realizam trabalho útil para a sociedade. A energia ativa é medida em kilowatts (kW) e é a forma de energia que é cobrada nas contas de eletricidade.

Por outro lado, a energia reativa é a parte da energia elétrica que não realiza trabalho útil. Ela é necessária para manter o fluxo de corrente em dispositivos elétricos indutivos e capacitivos, mas não é convertida em trabalho mecânico, calor ou luz. A energia reativa é medida em volt-ampères reativos (VAR) e é essencial para manter o funcionamento adequado dos sistemas elétricos, estabilizando a tensão e compensando as oscilações de corrente.

MEDIDAS E UNIDADES DE ENERGIA REATIVA

A energia reativa é medida em volt-ampères reativos (VAR) e é uma das principais métricas para avaliar a eficiência e a qualidade do fornecimento de energia elétrica. A medição da energia reativa é importante para garantir um fornecimento de energia confiável e eficiente, além de evitar problemas de qualidade de energia.

Existem diferentes formas de medir a energia reativa, dependendo do tipo de sistema elétrico e do equipamento utilizado. Alguns dos principais métodos de medição de energia reativa incluem:

  1. Medição Indireta: Este método utiliza instrumentos de medição, como medidores de energia, para calcular a energia reativa com base nos valores de tensão e corrente. Esses instrumentos medem a potência aparente, potência ativa e potência reativa e utilizam fórmulas matemáticas para calcular os valores de VAR.

  2. Medição Direta: Este método utiliza dispositivos como capacitores e reatores para medir a energia reativa de forma direta. Esses dispositivos são conectados ao sistema elétrico e a energia reativa é medida com base nas características elétricas desses elementos.

  3. Medição Digital: Com o avanço da tecnologia, surgiram dispositivos de medição digital que são capazes de medir e registrar a energia reativa de forma precisa e confiável. Esses dispositivos utilizam sensores e algoritmos avançados para calcular a energia reativa com base nos valores de tensão e corrente.

COMPENSAÇÃO E CORREÇÃO DA ENERGIA REATIVA

A compensação e correção da energia reativa são processos essenciais para garantir um fornecimento de energia elétrica eficiente e de alta qualidade. A compensação da energia reativa envolve a adição de dispositivos capacitivos ou indutivos ao sistema elétrico para equilibrar a carga e minimizar a energia reativa consumida. Já a correção da energia reativa refere-se à redução da energia reativa consumida por dispositivos elétricos, utilizando técnicas como a compensação de fator de potência.

A compensação da energia reativa é importante para evitar problemas como quedas de tensão, distorções harmônicas e perdas de energia. Além disso, a compensação da energia reativa pode reduzir os custos de eletricidade, uma vez que a energia reativa não é cobrada nas contas de eletricidade.

Existem diferentes métodos e dispositivos que podem ser utilizados para compensar e corrigir a energia reativa. Alguns dos mais comuns incluem:

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