O Gás Natural Liquefeito (GNL) é uma forma de gás natural que foi convertido em estado líquido por meio de um processo de liquefação. O gás natural é uma mistura de hidrocarbonetos leves, principalmente metano (CH4), que é extraído de reservatórios subterrâneos. Ele é considerado uma fonte de energia limpa, pois emite menos poluentes atmosféricos e menos dióxido de carbono (CO2) em comparação com outros combustíveis fósseis.

O GNL é produzido através da remoção de impurezas, como água, dióxido de carbono e outros hidrocarbonetos mais pesados, do gás natural. Em seguida, o gás é resfriado a temperaturas extremamente baixas, em torno de -160°C, para que se torne líquido. A liquefação do gás natural reduz seu volume em cerca de 600 vezes, o que facilita o transporte e o armazenamento.

O GNL é amplamente utilizado como fonte de energia em todo o mundo. Ele é transportado em grandes navios tanque refrigerados, que podem transportar grandes quantidades de GNL de forma segura. Ao chegar ao destino, o GNL é regaseificado e transformado novamente em gás natural para ser utilizado em usinas de energia, indústrias e como combustível veicular.

Referência: International Gas Union

COMPOSIÇÃO QUÍMICA E PROPRIEDADES FÍSICAS

O gás natural é composto principalmente por metano (CH4), mas também pode conter quantidades menores de etano (C2H6), propano (C3H8), butano (C4H10) e traços de gases inertes, como nitrogênio (N2) e dióxido de carbono (CO2). A composição exata varia dependendo da origem do gás natural e do processo de produção.

O GNL é um líquido incolor e inodoro que possui uma densidade maior do que o gás natural em seu estado normal. Ele tem um alto poder calorífico, o que significa que pode liberar uma grande quantidade de energia quando queimado. Além disso, o GNL é altamente inflamável e pode causar asfixia em ambientes fechados, se houver vazamento.

Outra propriedade importante do GNL é que ele não contém água ou impurezas, o que o torna mais adequado para o transporte a longas distâncias. Além disso, o GNL pode ser armazenado por períodos prolongados sem perda significativa de qualidade.

Referência: U.S. Energy Information Administration

PROCESSO DE LIQUEFAÇÃO E ARMAZENAMENTO

O processo de liquefação do gás natural envolve a remoção de impurezas, como água, dióxido de carbono e hidrocarbonetos mais pesados, do gás natural. Essa etapa é importante para evitar o congelamento durante o resfriamento. O resfriamento ocorre em um processo de contrafluxo, no qual o gás natural é resfriado por meio de trocadores de calor, utilizando normalmente nitrogênio líquido ou metano em estado líquido como refrigerante.

Conforme o gás natural é resfriado, ele passa por uma série de estágios de liquefação, nos quais o gás é resfriado progressivamente até atingir a temperatura de liquefação. O gás natural liquefeito é então armazenado em tanques de armazenamento criogênico, que são projetados para manter o GNL em seu estado líquido a temperaturas extremamente baixas.

Os tanques de armazenamento de GNL são construídos com isolamento térmico avançado para minimizar a perda de calor e prolongar o tempo de armazenamento. Eles são projetados para suportar a pressão e temperaturas extremas associadas ao GNL. Os tanques também são equipados com sistemas de segurança para detectar e controlar qualquer vazamento de GNL.

Referência: U.S. Department of Energy

TRANSPORTE E DISTRIBUIÇÃO DO GNL

O transporte do GNL é realizado por meio de navios tanque especialmente projetados para transportar líquidos criogênicos a temperaturas extremamente baixas. Esses navios são conhecidos como navios tanque GNL ou navios tanque LNG (do inglês "Liquefied Natural Gas").

Os navios tanque GNL são construídos com materiais altamente isolantes e possuem tanques de armazenamento criogênicos a bordo, onde o GNL é mantido a temperaturas extremamente baixas. Para garantir a segurança durante o transporte, os navios tanque GNL são equipados com sistemas de monitoramento e detecção de vazamentos, bem como sistemas de segurança para evitar explosões ou incêndios.

Uma vez chegando ao destino, o GNL é regaseificado em terminais de regaseificação, onde é aquecido e transformado de volta em gás natural. O gás natural regaseificado é então distribuído por meio de gasodutos para usinas de energia, indústrias e outros consumidores finais.

Referência: International Group of Liquefied Natural Gas Importers

USO DO GNL NA GERAÇÃO DE ENERGIA

O GNL é uma importante fonte de energia para a geração de eletricidade em todo o mundo. Ele é utilizado em usinas de energia, principalmente em ciclos combinados, onde o GNL é queimado para gerar vapor, que aciona uma turbina a gás e uma turbina a vapor. Esse processo aumenta a eficiência da usina, permitindo a geração de mais eletricidade a partir da mesma quantidade de gás natural.

Além disso, o GNL é uma alternativa mais limpa em comparação com outros combustíveis fósseis, como o carvão e o óleo combustível, pois emite menos dióxido de carbono (CO2), óxidos de nitrogênio (NOx) e partículas. O uso do GNL na geração de energia contribui para a redução das emissões de gases de efeito estufa e para a melhoria da qualidade do ar.

O GNL também pode ser utilizado em sistemas de cogeração, nos quais o calor residual da geração de eletricidade é aproveitado para processos industriais ou para aquecimento, aumentando ainda mais a eficiência energética.

Referência: International Energy Agency

IMPACTOS AMBIENTAIS DO GNL

Embora o GNL seja considerado uma fonte de energia mais limpa em comparação com outros combustíveis fósseis, seu processo de produção, transporte e uso ainda tem impactos ambientais significativos.

Durante o processo de produção do GNL, podem ocorrer vazamentos de metano, um potente gás de efeito estufa. O metano é liberado durante a extração do gás natural e durante o processo de liquefação. O metano tem um potencial de aquecimento global cerca de 25 vezes maior do que o dióxido de carbono ao longo de 100 anos, contribuindo para as mudanças climáticas.

Além disso, o transporte do GNL por navios tanque consome uma quantidade considerável de energia e emite poluentes atmosféricos, como óxidos de nitrogênio (NOx) e dióxido de enxofre (SO2). Esses poluentes podem ter impactos na qualidade do ar, especialmente nas áreas próximas aos terminais de regaseificação.

Por fim, embora o GNL seja mais limpo em comparação com outros combustíveis fósseis, seu uso ainda contribui para as emissões de dióxido de carbono (CO2), que é o principal gás de efeito estufa responsável pelas mudanças climáticas.

Referência: Environmental and Energy Study Institute

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